Clínica Exemplo · material informativo
Respostas curtas para as dúvidas mais comuns sobre ginecologia, retiradas de órgãos oficiais e sociedades médicas: Ministério da Saúde, INCA, FEBRASGO, Organização Mundial da Saúde e Conselho Federal de Medicina. Em cada item está a fonte para você conferir.
O exame que previne o câncer do colo do útero.
O rastreamento é indicado para mulheres, ou qualquer pessoa com colo do útero, de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. Onde ainda se usa o Papanicolau, o exame é repetido a cada três anos depois de dois resultados normais em anos seguidos.
Em 2025 o Ministério da Saúde aprovou novas diretrizes: o teste molecular de DNA-HPV passa a ser o exame principal e, quando o resultado é negativo, só precisa ser repetido a cada cinco anos.
Fonte: INCA, "Detecção precoce - controle do câncer do colo do útero". gov.br/inca (consultado em 13/09/2026).O INCA estimou cerca de 17 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano no Brasil no triênio 2023 a 2025, e o câncer causou 6.627 mortes no país em 2020. Quase todos os casos estão ligados à infecção persistente pelo HPV, que a vacina e o exame ajudam a evitar.
Fonte: Agência Brasil, com dados do INCA, julho de 2023. agenciabrasil.ebc.com.br.Gratuita no SUS e agora em dose única.
Desde abril de 2024 o Brasil adota dose única da vacina contra o HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos, seguindo a recomendação da OMS e da OPAS: com boa cobertura vacinal, uma dose protege contra o câncer do colo do útero de forma comparável a duas ou três doses.
Quem perdeu a idade recomendada pode se vacinar até os 19 anos na estratégia de resgate, prorrogada até o primeiro semestre de 2026. Pessoas com imunidade comprometida, usuárias de PrEP e vítimas de violência sexual seguem esquemas com mais doses.
Fontes: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, "PNI adota dose única"; Ministério da Saúde, dezembro de 2025, prorrogação do resgate vacinal.Quando começar e de quanto em quanto tempo.
Desde 2004 o INCA recomenda mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos. A sensibilidade do exame é de 88% nessa faixa e fica entre 53% e 77% em mulheres mais jovens. Fora da faixa, a mamografia pode ser indicada individualmente pela médica, conforme a avaliação de cada paciente.
Em dezembro de 2025, a Lei 15.284 garantiu a mamografia pelo SUS a partir dos 40 anos, mesmo sem sinais ou sintomas. A faixa dos 40 aos 49 anos concentra 23% dos casos.
Fontes: INCA, posicionamento oficial, março de 2025 e nota de janeiro de 2025; Agência Brasil, Lei 15.284, dezembro de 2025.O que é considerado normal e quando vale investigar.
A menstruação é considerada normal quando o fluxo dura até 8 dias e o ciclo varia entre 24 e 38 dias. Quanto ao volume, vale a percepção da própria mulher: se o sangramento aumentou a ponto de atrapalhar a vida, merece avaliação.
Trocar o absorvente a cada duas horas ou menos; precisar de absorvente interno e externo ao mesmo tempo; menstruação com mais de 8 dias; coágulos ou vazamentos intensos; sangramento depois da relação sexual; dor pélvica ou sangramento entre as menstruações.
Fonte: FEBRASGO, material para pacientes "Quais são as causas de sangramento uterino anormal". febrasgo.org.br (PDF).Uma condição comum, e ainda diagnosticada tarde.
A endometriose atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, perto de 190 milhões. Os sinais mais comuns são cólica intensa na menstruação, sangramento abundante, dor pélvica crônica, dificuldade para engravidar, inchaço abdominal e náusea. Não tem cura, mas os sintomas podem ser controlados com medicamentos ou cirurgia, e o diagnóstico ainda leva, em média, de 4 a 12 anos.
Fonte: Organização Mundial da Saúde, ficha técnica "Endometriosis", atualizada em 15/10/2025. who.int (em inglês).Uma fase da vida, com cuidado próprio.
Em julho de 2026 o Ministério da Saúde publicou o "Manual de Atenção às Mulheres na Transição Menopausal e Menopausa", atualizando conceitos e condutas para o cuidado nessa fase, alinhado a diretrizes nacionais e internacionais. Sintomas como ondas de calor, alterações do sono e do humor e mudanças no ciclo têm acompanhamento e tratamento; converse com a médica sobre o que faz sentido para você.
Fonte: Ministério da Saúde, manual publicado em 06/07/2026; página "Menopausa e climatério" da Biblioteca Virtual em Saúde.Métodos disponíveis e direitos.
DIU de cobre, pílula combinada, injetáveis mensal e trimestral, pílula de progestágeno, contracepção de emergência, preservativos interno e externo, implante subdérmico, laqueadura e vasectomia. A escolha do método é feita com a médica, de acordo com a saúde e o momento de vida de cada mulher.
Dois pontos que muita gente não sabe: não é mais necessária a autorização do cônjuge ou parceiro para fazer laqueadura ou vasectomia, e a melhor proteção é a dupla, método contraceptivo mais camisinha, que também previne infecções.
Fonte: Ministério da Saúde, página "Contracepção". gov.br/saude.Quando não dá para esperar a consulta.
Sangramento intenso, dor forte e súbita, desmaio, falta de ar, dor no peito, febre alta com dor, reação alérgica grave, ou sangramento e dor forte na gravidez.
Números que surpreendem, todos conferidos.
É o que basta hoje para vacinar contra o HPV entre 9 e 14 anos. Até 2024 eram duas.
Ministério da SaúdeIntervalo entre exames quando o teste de HPV dá negativo, contra 3 anos do Papanicolau tradicional.
INCADias de um ciclo menstrual considerado normal. O famoso "28 dias" é só uma média, não uma regra.
FEBRASGOSensibilidade da mamografia entre 50 e 69 anos. Em mulheres mais jovens fica entre 53% e 77%, por isso a faixa recomendada.
INCAAutorizações do parceiro necessárias para fazer laqueadura. A decisão é da mulher.
Ministério da SaúdeOnde buscar informação confiável sobre ginecologia e saúde da mulher.
Material informativo, sem finalidade de diagnóstico ou prescrição, elaborado em 13/09/2026 a partir das fontes indicadas em cada item. As recomendações oficiais mudam com o tempo; a data de consulta está registrada para que a clínica revise o conteúdo periodicamente.